Especial - Gripe A H1N1
Parte I
Dados contrariam tese de fenómeno natural
Desde que o surto de Gripe A H1N1 veio a público no final de Abril, a generalidade das notícias referem a sua provável origem como sendo La Gloria, uma área rica em criação de porcos no interior do México, onde o vírus se teria desenvolvido, de forma natural, no interior de um porco e daí passado para um ser humano. No entanto, embora alguns dos primeiros casos tenham surgido em La Gloria, existem alguns dados que contrariam a hipótese de que o vírus se tenha originado num porco mexicano, ou até de que ele seja de origem natural:
1. Segundo o Thaindian News e o Último Segundo, La Gloria fica a 80 Km do local de criação de porcos e nenhum dos seus residentes trabalha lá;
2. As mesmas fontes dizem-nos que de acordo com
Euronews - 30 de Abril de 2009; Dur. 0:57
o director do Centro Nacional de Vigilancia Epidemiológica y Control de Enfermedades do México, Miguel Angel Lezana, foi feito um estudo cuidadoso e não foi encontrado qualquer porco infectado naquela região. A mesma informação foi tornada pública pelo Dr. John Carlo, o director médico do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Distrito de Dallas (DCHHS), que acrescentou não haver qualquer caso identificado de transmissão entre porcos e humanos;

3. Miguel Lezana adiantou ainda que «segundo a análise do genoma, o segmento de genoma que pertence ao porco está claramente ligado a um tipo de suíno que só podemos encontrar na Ásia e na Europa» (ver vídeo acima);
4. Por sua vez, o jornalista de investigação Wayne Madsen afirmou numa entrevista que, segundo dois colegas seus que estão a investigar o caso, as pessoas mais atingidas (pelo menos numa primeira fase) são adultos com idades entre os 20 e os 45 anos, e não crianças e velhos, como seria de se esperar num fenómeno natural (ver vídeo ao lado);
5. Na mesma entrevista Madsen acrescenta que os cientistas que investigam o vírus, baseando-se na sua composição, acreditam tratar-se de um produto manufacturado. Essa ideia foi também adiantada por John Carlo (DCHHS) quando se referiu ao vírus (que, como já é público, parece conter estirpes de gripe das aves, duas formas de gripe humana e várias de gripe suína) como tendo sido "cozinhado em laboratório" (ver vídeo abaixo). Também o cientista Adrian Gibbs veio reforçar essa hipótese num estudo entregue à Organização Mundial de Saúde. Segundo uma notícia do Bloomberg, terá sido a partir do estudo da
Parte II
O incidente da Baxter
Segundo uma outra notícia, muito pouco divulgada mas reportada, entre outros, pelo Toronto Sun a 27 de Fevereiro último, um produto experimental que continha uma mistura com os vírus H5N1, da gripe das aves, e de H3N2, da gripe humana, foi encontrado num laboratório na República Checa que fazia investigação para a AVIR Green Hills Biotechnology, uma empresa austríaca sedeada em Orth-Donau, que por sua vez usava materiais fornecidos pela Baxter International, sedeada no Illinois, EUA. O produto, que não deveria conter H5N1 vivo e que só foi descoberto quando alguns porquinhos-da-índia que o inalaram acabaram por morrer, foi igualmente enviado para laboratórios na Alemanha e na Eslovénia.
O incidente, detectado a 6 de Fevereiro, acabou por não ter consequências de maior mas estas poderiam ter sido
Outro pormenor importante, segundo o sítio do Bloomberg.com, é que o material infectado teria como fim ser usado em experiências para uma futura vacina contra a gripe das aves, o que significa que caso não tivesse sido detectado a tempo, e chegasse a ser usado nos testes a que estava destinado, poderia mesmo ter dado início a um (ou múltiplos) surtos de gripe das aves.
A toda esta história o editor da NaturalNews, Mike Adams, acrescenta que o composto com H5N1 vivo estaria já a ser enviado para 18 países em todo o mundo. E, no mesmo artigo, chega a afirmar que a contaminação «não pode ter sido um acidente» porque, explica ele, «a Baxter International opera segundo o (...) BSL3 (Biosafety Level 3) - uma série de protocolos de segurança que previne a contaminação entre materiais». E conclui que, portanto, uma de duas coisas terá ocorrido: «A Baxter não está a seguir as linhas de segurança do BSL3 ou então é tão negligente a segui-las que consegue cometer erros monumentais capazes de ameaçar a segurança de toda a raça humana. E, se o caso for esse», interroga-se ele, «então porque estamos a injectar as nossas crianças com vacinas feitas a partir de materiais da Baxter?»; Ou, segunda hipótese de Adams, «[alguns] vírus da gripe das aves foram intencionalmente

sua planta genética que este investigador chegou à conclusão de que o vírus foi formado em laboratório. (ver entrevista a Adrian Gibbs)
Ora, o problema destes cinco pontos é que, quando tomados em conjunto, não apenas colocam em causa a hipótese do surto ser de origem natural como, ao mesmo tempo, reforçam a hipótese de ter sido gerado em laboratório.
Embora perturbante, este cenário não pode mais ser descartado levianamente, e as atenções deveriam estar então centradas em saber: quem produziu o vírus; para que fim foi produzido; onde foi libertado; e se a sua libertação foi acidental.
Parte III
Desproporcionando o fenómeno
muito graves. Como diz o mesmo artigo, "enquanto o H5N1 não infecta pessoas com facilidade, o H3N2 fá-lo. Se alguém exposto a uma mistura dos dois fosse simultaneamente infectado por ambas as estirpes, ele, ou ela, poderia servir como incubadora para um vírus híbrido capaz de se transmitir facilmente entre humanos". Por isso, refere ainda o artigo, «[p]essoas familiarizadas com regras de bio-segurança estão consternadas com as evidências de que os vírus H3N2 do homem e o H5N1 das aves co-habitaram, de alguma forma, nas instalações de Orth-Donau».

colocados nos materiais para vacinas na esperança de que tais materiais viessem a ser injectados em seres humanos e despoletassem uma pandemia de gripe das aves global.»
Esta hipótese terá também sido colocada por alguns média europeus. Segundo o investigador Alex Jones, no seu programa de 5 de Março, surgiram na imprensa checa artigos de jornalistas e cientistas onde se questionava se este incidente não faria parte de um enorme embuste, visto que quem mais lucraria com uma pandemia seria quem no futuro surgisse com uma vacina contra a mesma, precisamente a companhia que por pouco não a provocou (ver vídeo acima).
As explicações da Baxter foram tornadas públicas a 3 de Março através do porta-voz da sucursal alemã, Jutta Brenn-Vogt, em entrevista à LifeGen.de. Segundo Brenn-Vogt, a origem do incidente «deveu-se a uma combinação única de erro processual, técnico e humano num procedimento usado para este projecto de investigação específico [que estamos a levar a cabo] nas nossas instalações na Áustria». E tranquiliza dizendo que «as hipóteses de uma confluência de eventos deste género voltar a ocorrer são virtualmente nulas».
Mas, se as hipóteses de uma confluência de eventos deste género são virtualmente impossíveis como, então, ocorreu ela? Brenn-Vogt escusa alongar-se dizendo simplesmente que «futuros detalhes sobre o processo não serão discutidos visto tratar-se de informação protegida por copyright (proprietary information)». E confirmou que este incidente não deveria levar a quaisquer alterações (despedimentos) na gestão da Baxter.
The Alex Jones Show; 5 de Março de 2009; Parte 1; Dur. 10:59
Wayne Madsen no Russia Today; Abril de 2009; Dur. 1:26
Dr. John Carlo, director médico do DCHHS, em conferência de imprensa e entrevista; Abril de 2009; Dur. 2:57
Dr. Niel Rau na CTV Newsnet, Canadá; Abril de 2009; Dur. 10:12
Parte IV
O mito do Tamiflu e o papel da Gilead
Não obstante as notícias de, numa primeira fase, este surto ter alegadamente provocado a morte a vários cidadãos mexicanos (cuja explicação ainda está por apurar, sobretudo o facto de as vítimas não serem idosos ou crianças), já se começa a perceber que esta gripe está longe de, pelo menos nesta primeira fase, ser verdadeiramente agressiva.
Segundo o Dr. Niel Rau, especialista em doenças infecciosas, é necessário fazer a distinção entre a facilidade de propagação do vírus e a sua taxa de mortalidade (ver vídeo ao lado). E este vírus específico, embora facilmente transmissível, não se tem revelado particularmente mortal. «Estamos a perseguir uma doença comparável à constipação comum (...)», diz ele.
Para mantermos as coisas em perspectiva, segundo a CNNhealth.com, todos os anos as gripes sazonais matam nos Estados Unidos mais de 30.000 pessoas. Só «desde Janeiro
Reportagem do canal mexicano Telemundo 52; Abril de 2009; Dur. 8:34
Repetidamente apresentado ao público como o único produto capaz de combater eficazmente a gripe suína, e também a gripe das aves, o Tamiflu é neste momento a principal arma com que dezenas de governos contam para combater uma eventual pandemia nos seus países.
Mas esta aposta única no Tamiflu (e agora também no Relenza) está a desconsiderar outras opções. Como lembra Mike Adams, no seu artigo de 2 de Maio, podemos encontrar substâncias anti-virais em dezenas de milhares de diferentes plantas à disposição de qualquer pessoa em todo o mundo. «Ervas usadas na culinária como tomilho, salva e rosmaninho são anti-virais. Bagas e rebentos são anti-virais. O alho, o gengibre e as cebolas são anti-virais. Não é possível atravessar uma mercearia sem passar por centenas de remédios anti-virais fornecidos pela Mãe Natureza», diz ele. E acrescenta, com alguma ironia, que «viver num mundo saturado de remédios naturais anti-virais e isso nem sequer ser referenciado nos média [numa altura destas], está para lá de bizarro».
Também irónico é o facto de o próprio Tamiflu dever as suas propriedades curativas ao Oseltamivir, uma substância que é, afinal, extraída da Star Anise (Anis Estrela), uma erva usada na medicina tradicional chinesa.
A descoberta do Oseltamivir foi feita nos anos 90 pela Gilead Sciences, Inc., uma empresa farmacêutica fundada em Junho de 1987 pelo médico e gestor Michael Riordan. Então com 29 anos, Riordan dedicou os primeiros anos à frente da empresa a angariar fundos para pesquisas, tendo encontrado no gigante inglês, Glaxo Holdings PLC (agora GlaxoSmithKline), o seu maior financiador. Mas a empresa começou a fase de maior ascensão quando Donald Rumsfeld substitui Riordan na direcção em 1997, cargo que só viria a abandonar em 2001 quando foi nomeado para Secretário da Defesa por George W. Bush.

mais de 13.000 pessoas [já] morreram devido a complicações com a gripe sazonal», contra sete vítimas mortais provocadas pela Gripe A (até 21 de Maio de 2009).
O primeiro caso português identificado foi apenas mais um exemplo de como se está a desproporcionar este fenómeno. A paciente, afinal, voltou para casa ao fim de pouco tempo já sem apresentar quaisquer sintomas e sem que tenha sido submetida a um tipo especial de tratamento (para além dos cuidados normais de quando se tem gripe).
E, no entanto, o empenho dos órgãos de comunicação social em perpetuar este alarmismo tem sido inversamente proporcional ao empenho em divulgar as evidências de que centenas de infectados estão a curar-se sozinhos. É nessa lógica que se continua a dizer, apesar de todas as evidências em contrário, que o Tamiflu é o único medicamento eficaz no seu combate.
Como se pode ler num historial da empresa, «à medida que se aproximava do século XXI o seu rendimento aumentava a um ritmo fantástico». E «entre 1998 e 2001, as vendas da companhia aumentaram 501 porcento».
Ainda assim, nada que se pudesse comparar aos lucros que viriam a ser obtidos com as vendas de Tamiflu assim que Rumsfeld chegou ao governo.
Num artigo (em português) publicado dia 8 de Março na MRA Alliance, o consultor Pedro Varanda de Castro aprofunda a relação entre Rumsfeld e a ascensão da Gilead Sciences. Diz ele:
«Quando se encontrava na liderança do Pentágono, Rumsfeld mobilizou esforços para que a gripe das aves fosse vista pelos poderes executivo e legislativo como uma ameaça à segurança nacional. A tese vingou e também foi bem acolhida pelo Partido Democrata, então na oposição. Uma pandemia de gripe é real e as suas consequências seriam dramáticas, pode ler-se num dos seus documentos».
E acrescenta que:
«Em Julho de 2005, o Pentágono, liderado por Rumsfeld, encomendou à Gilead 58 milhões [de dólares em] Tamiflu para tratamento das tropas estacionadas no estrangeiro. Meses depois, em Novembro, o Congresso aprovou um pacote legislativo para a criação de um fundo de
emergência para combate à possível pandemia gripal, no montante de 7,1 mil milhões [de dólares]. A lei previa a compra e distribuição de Tamiflu. Valor orçamentado a favor da Roche/Gilead - mil milhões de dólares».
A F. Hoffmann-La Roche, a que se refere o artigo, é um gigante farmacêutico suiço que opera globalmente e que, segundo a Wikipedia, em 1996 comprou à Gilead Sciences os direitos para a produção do Tamiflu mas viu-se depois forçada, precisamente em 2005, a negociar o pagamento de royalties a favor da Gilead, que ficou acordado entre 14 e 22% das vendas líquidas do produto.
Segundo um artigo de Nelson D. Schwartz publicado na CNNMoney.com em 2005, na sua declaração de impostos desse ano Rumsfeld revela possuir uma parte da Gilead estimada entre 5 e 25 milhões de dólares. «Os impressos não revelam o número exacto de acções possuídas por Rumsfeld, mas nos últimos seis meses os receios de uma pandemia e a subsequente procura de Tamiflu fizeram subir o preço por acção de 35 para 47 dólares», diz o artigo. E acrescenta que, «isso fez do chefe do Pentágono, já de si um dos membros mais ricos da administração Bush, pelo menos 1 milhão de dólares mais rico».
Pedro Varanda de Castro também informa que «quando Rumsfeld deixou a direcção da Gilead, em 2001, o preço por acção era de 7 dólares», e que, «a partir de 2004, os títulos registaram uma apreciação superior a 57%, voltando a subir mais 20% até Novembro. As valorizações correspondem aos meses em que o Pentágono realizou as primeiras compras e à aprovação do fundo de emergência, pelo Congresso».
E continua:
Entre os actuais accionistas e directores mais conhecidos da farmacêutica norte-americana destacam-se dois pesos pesados da política global: um belga, Étienne Davignon, e outro americano, George Schultz.
O primeiro, antigo vice-presidente da Comissão Europeia, é um destacado membro do Grupo Bilderberg, organização de acesso muito restrito, que reúne 130 pessoas muito influentes, a nível mundial, num evento anual rodeado de segurança e secretismo.
O segundo, desempenhou importantes cargos governamentais em administrações republicanas - Secretário de Estado (Reagan), Secretário do Tesouro e do Trabalho (Nixon) - presidiu aos destinos da poderosa Bechtel Corporation, uma das principais fornecedoras do Pentágono, e foi administrador do grupo financeiro Charles Schwab. A sua ligação à Gilead remonta a 1996.

Outros artigos:
Tamiflu, Vistide and the Pentagon Agenda
De F. William Engdahl
Geopolitics - Geoeconomics; 5/11/2005
Is Swine Flu a Biological Weapon?
De Paul Joseph Watson
Global Research; 27/04/2009
As ligações de Rumsfeld a Davignon e a Schultz são várias. No caso do primeiro, o ex-secretário da Defesa é [também ele] um dos membros do Grupo Bilderberg. Relativamente ao segundo, o relacionamento remonta à década de 80.
Este relacionamento refere-se a quando Schultz era Secretário de Estado e Rumsfeld foi enviado para o Iraque como representante da Bechtel e da administração Reagan, para negociar com Saddam Hussein a construção de um oleoduto e o rearmamento do Iraque.
Segundo o artigo de Schwartz, também Gayle Wilson, mulher do antigo Governador da Califórnia Pete Wilson, tem beneficiado com as vendas de Tamiflu, desde que entrou na direcção da Gilead em 2001. Tantas pessoas influentes nos quadros da empresa levaram mesmo o analista Andrew McDonald a afirmar: «[N]ão conheço nenhuma companhia de biotecnologia tão bem conectada politicamente».
Foram estas relações, em conjunto com informação de que o vírus da Gripe A é, muito provavelmente, manufacturado, que levaram alguns média mexicanos a colocarem a hipótese de se poder estar perante um enorme logro (ver vídeo acima).
Antes de tudo isto, a Gilead anunciou em Janeiro os resultados das receitas de 2008 que rondaram um total de 5.34 mil milhões de dólares, mesmo apesar de os lucros exclusivos com o Tamiflu terem baixado nesse ano. Com esta nova pandemia, e o consequente reforço do medicamento levado a cabo por dezenas de países, espera-se que em 2009 a empresa obtenha os maiores lucros de sempre.
FC, 23 de Maio de 2009
Parte V
O Evoluir dos Acontecimentos
MADRAGAL 2010
Artigos de Outubro e Novembro de 2009
Artigos de Maio de 2009
Desde Maio, enquanto os gigantes farmacêuticos se começavam a preparar para confeccionar vacinas em massa contra a gripe A e a Organização Mundial de Saúde lançava o alarmismo aumentando o alerta de pandemia para o nível 6, surgiam, ao mesmo tempo, cada vez mais notícias a fazer crescer o cepticismo à volta de todo este fenómeno:
O já referido jornalista americano Wayne Madsen, que tem vindo a divulgar a sua investigação através do Russia Today, acrescentou, em Julho, que alguns laboratórios da Universidade do Wisconsin estiveram envolvidos no desenvolvimento deste vírus. Segundo ele, foi a partir de um cadáver infectado com a gripe espanhola, encontrado congelado no Alasca, que cientistas destes e de outros laboratórios recolheram e recombinaram amostras desse vírus com outras estirpes. (ver vídeo ao lado) Madsen nota que uma das companhias associadas a esta investigação, a FluGen, é também uma das que está agora a desenvolver uma vacina contra a gripe A. Numa outra reportagem, Madsen adianta também que, segundo as suas fontes junto dos cientistas que analisaram o vírus H1N1, este contém uma enzima que tem como principal função facilitar a mutação do vírus, o que o leva a concluir que ainda que seja possível encontrar uma vacina eficaz contra a actual estirpe, nada garante que ela seja eficaz contra uma nova forma do vírus.
Indiferente a esta conclusão, e alimentando as suspeitas de Wayne Madsen, o grupo de consulta da OMS para a gripe A -- no qual têm acento, entre outros, alguns

Wayne Madsen no Russia Today; 16 de Julho de 2009; Dur. 4:26
diversos problemas de saúde, incluindo degeneração neurológica, fibromialgia e ao aumento de casos de autismo infantil (ver vídeo abaixo). Este composto faz também parte da vacina destinada a Portugal - a Pandermix.
Completamente indiferentes a estes dados, e as estas críticas, parecem estar a generalidade dos governos mundiais que têm optado por seguir as recomendações da OMS, porventura com excesso de zelo:
A acreditarmos nas notícias dos últimos meses, alguns países não só colocam a hipótese de vacinar toda a população como, pior, não havendo tempo para muitos testes, parece que toda a gente vai ter de servir de cobaia, incluindo as crianças.
Publicado em Outubro de 2009
executivos da Baxter, Novartis, Glaxo-Smith Kline e da Sanofi Pasteur, todas elas empresas farmacêuticas produtoras de vacinas contra a gripe -- recomendou, a 13 de Julho, a vacinação obrigatória em todos os 194 países da organização.
Não obstante esta recomendação, cada vez mais médicos e técnicos de saúde, um pouco por todo o planeta, têm vindo a mostrar a sua pouca vontade em sujeitar-se à vacinação.
Também o epidemiologista Tom Jefferson do Instituto Cochrane, quando entrevistado para um noticiário do canal Sueco, Swedish TV, no final de Agosto, concordou com a ideia que a vacinação em massa não oferece quaisquer garantias de vir a funcionar, até porque em casos anteriores não funcionou lá muito bem, diz ele. Jefferson faz, também, uma dura crítica à decisão da OMS de
O epidemiologista, Tom Jefferson, em entrevista à Swedish TV; Agosto de 2009; Dur. 3:54
ter subido o alerta pandémico para o nível 6 e acusou a organização de ter alterado em Maio a definição de pandemia que ela própria havia definido em 2003, omitindo a parte em que seria condição necessária (para se declarar pandemia) haver surtos simultâneos, bem como inúmeros casos muito graves e grande mortalidade. Segundo Jefferson, entre alguns dos sectores que mais lucram com esta alteração estão os média e a indústria farmacêutica.
Já em Setembro, o Dr Kent Holtorf, especialista em doenças infecciosas, revelou na Fox News estar mais preocupado com as vacinas do que com a própria gripe ao ponto de recusar vacinar os seus filhos. Segundo ele, um dos componentes das vacinas, o thiomersal, um composto orgânico à base de mercúrio, presente numa quantidade 100 vezes mais tóxica que os níveis de segurança mínimos para o corpo humano, tem sido associado a
O especialista em doenças infecciosas, Kent Holtorf, na Fox News;
Setembro de 2009; Dur. 3:25
E estas não são as únicas medidas preocupantes a caminho. Segundo um documento interno do Ministério Francês do Interior, recentemente tornado público, estão a ser preparadas medidas para, se necessário, impor a vacinação a toda a população. Entretanto também o governo belga aprovou uma lei que lhe dá "poderes especiais" -- como dispensar a passagem de medidas pelo parlamento -- no caso de a pandemia se agravar. E, nos Estados Unidos, o Senado aprovou a aplicação de coimas a quem recusar a vacina caso ela venha a ser imposta.
Precisamente nos EUA algo de mais preocupante parece já estar em marcha. Uma técnica, identificada como engenheira do exército, que participou em um dos vários exercícios levados a cabo por diferentes forças policiais, em meados de Setembro um pouco por todo o país, seguindo a sua consciência decidiu quebrar o protocolo e contar o que viu. Segundo ela, e um outro colega seu, os treinos consistiam em acções como: bloqueio de estradas, estabelecimento de zonas de quarentena, e identificação de pessoas vacinadas recorrendo ao uso de braceletes. No exercício, quem não tivesse bracelete e quisesse atravessar o bloqueio tinha que ser vacinado, quem recusasse era encaminhado de autocarro para um campo de concentração.
Medidas deste género, apresentadas como necessárias em caso de agravamento da pandemia, revelam, no entanto, um grave contra-senso. Se a preocupação dos políticos é proteger a saúde pública porque razões estão a ser assinados decretos que oferecem aos produtores de vacinas total imunidade sobre quaisquer processos legais que lhes venham eventualmente a ser movidos em consequência da toma da vacina? Mas, ainda mais importante, o que os leva a suspeitar que tal cenário possa vir a ocorrer? Certamente não é terem uma total confiança nestas vacinas. E, se estas vacinas não oferecem total confiança, como pode ser colocada sequer a hipótese de se vir a impor a sua administração a centenas de milhões de pessoas? Note-se que medidas deste tipo são totalmente políticas. Se fossem medidas médicas não haveria razões para serem os médicos os primeiros a recusá-las -- afinal estes, ao contrário de empresários e políticos, ainda estão sujeitos ao juramento de Hipócrates onde se enuncia, muito prudentemente, "Primeiro, não faças mal".
FC, 16 de Outubro de 2009
Para se manter informado sobre a gripe A, visite:
Publicado em Novembro de 2009
A antiga médica de família e actual Ministra da Saúde da Polónia, a Sra Ewa Kopacz, viu-se, no dia 5 de Novembro, confrontada com protestos da oposição a propósito da demora do governo em adquirir as vacinas necessárias para proteger a população contra a gripe A.
O recente surto da doença na vizinha Ucrânia levou o antigo Ministro da Saúde a pedir celeridade na aquisição das vacinas, mas encontrou pela frente uma forte resistência na figura da, mais prudente, actual detentora do cargo.
A polémica tornou-se no principal assunto do país e levou o programa televisivo Teraz My, do mais visto canal da Polónia, a TVN, a fazer um especial sobre toda esta questão. Entre outros factos menos conhecidos da maioria do público europeu, o programa abordou o incidente da Baxter e também a curiosidade de 2/3 dos fundos da Agência Médica Europeia, que apela à vacinação, virem da indústria farmacêutica.

Parlamento polaco - Debate sobre a aquisição de vacinas contra a gripe A; Intervenção da Ministra da Saúde, Ewa Kopacz;
Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009; Dur. 9:13
Parte VI
Uma Ministra dissonante
Sem mais comentários, da sessão parlamentar do dia 5 publicamos a transcrição da intervenção da Sra Kopacz -- a primeira política a adoptar publicamente uma posição de cautela face à aquisição de vacinas e à sua administração (ver vídeo acima):
"Gostaria de dizer que a minha prioridade durante os 20 anos em que pratiquei medicina foi: "Antes de tudo, não faças mal". E trouxe essa regra comigo para o Ministério da Saúde. Numa situação em que tivesse que receitar medicação a alguém, como acredito que qualquer outro médico faria, eu perguntava-me: daria eu isto à minha mãe? ou à minha criança?
"E esse exacto pensamento fez-me tomar a precaução de verificar duplamente a informação acerca de uma medicação que pode vir a ser recomendada a todos os polacos - a milhões de polacos que não têm a educação médica que um Ministro tem; e que um especialista - o professor Brydak - tem, um especialista que trabalha em gripes desde há 40 anos.
"Ele trabalha num dos 189 centros de pesquisa de gripe que existem no mundo, um deles na Polónia. Podemos hoje ser acusados de falta de conhecimento acerca da gripe? Pode uma pessoa questionar a opinião de um professor que trabalha com gripes desde há 40 anos, e não apenas em um tipo de gripe, e que publicou centenas de artigos sobre a matéria?
"Coloco apenas uma questão fundamental: queremos combater a pandemia da gripe?
"Hoje temos conhecimento acerca de cláusulas nos acordos que muitos outros governos de países ricos assinaram com os produtores de vacinas. [1]
Sabemos também o que foi proposto à Polónia.
Devido às negociações, que ainda decorrem, não posso dizer tudo hoje, mas posso dizer o seguinte: o nosso departamento jurídico encontrou pelo menos 20 pontos que levantam dúvidas no acordo.
"Qual é, então, o dever da Ministra da Saúde? Assinar acordos no melhor interesse do povo polaco, ou assinar acordos no melhor interesse das companhias farmacêuticas?
"Sei que hoje existem três vacinas disponíveis no mercado, de três produtores diferentes. Cada uma tem uma quantidade diferente de substância activa e, no entanto, elas são estranhamente tratadas da mesma maneira?
"Assim sendo, é legítimo que a Ministra da Saúde e os especialistas tenham dúvidas acerca dela.
"Talvez a que tem tal quantidade de substância activa seja a "água benta" que, supomos, talvez possa curar a gripe? É suposto pagarmos por isso?
"Temos o exemplo da Alemanha que comprou 50 milhões de doses e só 10% foram administradas até agora. 13% dos alemães querem tomar hoje esta "cura milagrosa".
Mas é peculiar porque os alemães têm uma grande percentagem de toma de vacinas, assim enquanto na Polónia por cada mil habitantes apenas 52 tomam a vacina da gripe sazonal (5,2%), na Alemanha há 238 pessoas em cada mil a fazer o mesmo (23%).
Então, porque é que apenas 13% dos alemães querem tomar a vacina da gripe A contra os 23% que tomam a da gripe sazonal?
O governo alemão comprou as vacinas e ofereceu-as e eles não as querem tomar? O que se passou?
"Podem estes factos fazer-nos ter segundos pensamentos sobre a compra destas vacinas, ou não? Segundos pensamentos sobre introduzir um medicamento que é meio secreto?
"Existem websites nos quais os produtores de vacinas têm a obrigação de publicar os, assim chamados, efeitos secundários indesejados pós-vacinação.
A vacinação na Europa começou a 1 de Outubro de 2009.
Convido-vos a visitarem qualquer um desses websites e a encontrarem um qualquer efeito secundário. A mais pequena coisa, apenas uma, nem que seja uma pequena alergia na pele. Isso pode acontecer até usando o mais seguro dos remédios.
"Não existe nenhum nesses websites. Um remédio "perfeito".
"E já que é tão miraculoso, então porque é que a companhia produtora não quer introduzir o seu produto no mercado livre e acarretar com a responsabilidade de fazê-lo? Porque não dizem, "Fantástico remédio, e seguro também, tomo responsabilidade por ele, coloco-o no mercado e é tudo claro e transparente", em vez de depositarem esse peso em nós - os compradores?
"Não temos resultados dos testes clínicos, não temos informação detalhada sobre os ingredientes ou os efeitos secundários. As vacinas estão agora na quarta fase de testes, testes muito curtos, e continuamos a não ter esta informação. Além disso a amostra tem sido muito pequena, um tipo de vacina foi testado em apenas 160 voluntários com idades entre os 20 e os 60 anos, todos saudáveis, nenhum infectado.
Outro tipo de vacina foi testado em 600 voluntários com idades entre os 18 e os 60 anos, todos saudáveis. Será isto o suficiente, especialmente para os médicos presentes nesta câmara? Não é o suficiente para mim.
"Quero ter a certeza suficiente para recomendar esta vacina. Não estamos fora de tempo no que respeita à vacina, durante as negociações queremos usar esse tempo para sabermos tudo o que pudermos acerca dela.
Se depois disso o comité para a pandemia aceitar a vacina então comprá-la-emos.
"Há, para além disso, mil milhões de pessoas por ano a contrair a gripe sazonal em todo o mundo, e um milhão dessas pessoas morre em consequência dessa gripe. E isto não é de há um ou dois anos, mas de há muito mais tempo.
Alguém em algum lado declarou uma pandemia por causa da gripe sazonal? E a gripe sazonal é muito mais perigosa do que a gripe A, chegando a provocar a morte e complicações severas.
E houve alguma declaração de pandemia?
"Aos que me pressionam para comprar a vacina, pergunto-vos: Porque não fizeram barulho no ano passado, há dois anos e em 2003? Em 2003 um milhão e duzentos mil polacos apanharam a gripe sazonal!
Alguém aqui nesta câmara gritou, "vamos comprar vacinas para toda a gente!"? Não me recordo de tal coisa.
"Finalmente gostava de dizer apenas mais uma coisa: A nação polaca é muito perspicaz, os polacos sabem distinguir uma verdade de uma mentira com precisão. E também sabem dizer o que é uma situação objectiva e o que é apenas um jogo."
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Esta trancrição foi traduzida do inglês e posteriormente revista a partir do original, em polaco - cortesia do padre Ricardo, a quem deixamos o nosso agradecimento.
Notas:
[1] Em referência aos acordos estabelecidos por alguns governos europeus, e também pelo governo americano, que ilibam os produtores de vacinas de quaisquer responsabilidades por quaisquer efeitos secundários adversos que possam vir a surgir na população em consequência da sua toma.
FC, 11 de Novembro de 2009